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Terrorismo de Estado

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos – MJDH, foi originalmente criado por um grupo de resistentes ao golpe militar de 1964, quando se instaura no Brasil.. Somente muitos anos após, devido à repressão e perseguição do regime, assume seu status jurídico no dia 25 de março de 1979.

Sua atuação no período das ditaduras militares na região sul do continente latino-americano contribuiu para a retirada de milhares de perseguidos políticos dos países do Cone Sul. Sua principal missão voltou-se naquele período, à viabilização de asilo ou exílio das vítimas da perseguição política para determinados países europeus, em estreita colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados – ACNUR. Como também, denunciar a repressão, prisão e tortura de lideranças dos diferentes setores sociais, vítimas da violência do terrorismo de estado.  

Pode-se ilustrar esta atividade em dois casos emblemáticos: o do biofísico uruguaio Cláudio Benech, retirado do Uruguai na madrugada de 1º de janeiro de 1981; e a fuga da Argentina em maio de 1982 de Maria Elpídia Martinez Aguirre, mulher de Mário Firminich (líder do grupo oposicionista argentino Montoneros), e do filho deles Mário Xavier, entre tantos outros.
Com a abertura política do Brasil em 1979, o MJDH se incorpora às campanhas pela redemocratização e às ações contra a ditadura, como: O Movimento pela Anistia; a libertação dos presos políticos brasileiros; a campanha das Diretas Já em 1984; a luta pela Constituinte e a Reforma Agrária; e, a revogação das leis de exceção (Lei de Segurança Nacional, Estatuto dos Estrangeiros, Lei de Greve e Lei de Imprensa).

Durante os últimos 30 anos, o Movimento de Justiça e Direitos Humanos prestou-se às causas humanitárias e populares, seja no acompanhamento do seqüestro dos uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Diaz, em 1978, em Porto Alegre, como no abrigo de dirigentes políticos da região do Cone Sul que sofriam ameaças de morte em seus respectivos países, ou ainda, na condenação da Editora Revisão e de seu proprietário, Siegfried Ellwanger, que publicava na capital gaúcha, livros de cunho nazista, propaganda anti-semita e racista.



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