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Definidas responsabilidades no PAN para Conservação de Répteis e Anfíbios da Região Sul (16/01/2012)

Depois de acordados os objetivos específicos do Plano de Ação Nacional (PAN) para Conservação de Répteis e Anfíbios da Região Sul, em outubro passado, uma nova fase de mobilização é iniciada. Foram definidas as atividades, responsabilidades, atribuições e recursos necessários para cumprimento das metas estabelecidas como prioritárias para os próximos cinco anos, a fim de garantir a manutenção da biodiversidade das espécies ameaçadas. 

São 50 espécies de répteis e anfíbios consideradas alvo das ações do  PAN na região sul do Brasil, que se encontram vulneráveis ou sob ameaça de extinção. O diagnóstico é comum à maioria das espécies listadas, entre as quais a perereca (Hypsiboas marginatus) e o cágado-rajado (Phrynops williamsi), elas correm risco devido à destruição dos ecossistemas onde habitam. “A vulnerabilidade dessas espécias as coloca como indicadoras da pressão exercida sobre os ambientes que além de altamente biodiversos são responsáveis por uma importante e vital conjunto de serviços ambientais às populações humanas que habitam em sua proximidade”, ressalta Alexandre Krob coordenador técnico do Instituto Curicaca. 

Articulando as ações entre governos, universidades, centros de pesquisa e ONGs, o PAN implantará projetos, pressionará a adequação e cumprimento das legislações e criará mecanismos de proteção.  O Instituto Curicaca será o principal articulador de ações que permitam a redução dos impactos causados às espécies pelas atividades agrossilvopastoris.
Para isso serão executados projetos de manejo conservacionista, aplicáveis tanto em áreas de encostas, nas quais ocorre o plantio de monoculturas, quanto em áreas de campo nativo onde é realizada a pecuária, nessas últimas serão também fortalecidos os mecanismos legais de controle do uso do fogo. Também são prioridades a elaboração do zoneamento da silvicultura onde haja ocorrência das espécies alvo e a realização de oficinas para intensificar o conhecimento das comunidades sobre ações que garantam a conservação das espécies.
Serão ainda integradas as ações de diferentes instituições que atuam pela conservação de répteis e anfíbios nas áreas dos microcorredores de Itapeva e a Lagoa do Morro do Forno, prioritárias para o Instituto Curicaca, e um plano de ação para sete municípios do litoral norte gaúcho e Jacinto Machado, em Santa Catarina.

“Precisamos estimular e mobilizar a adoção de práticas conservacionistas de produção e despertar o interesse por parte dos produtores e das comunidades em contribuir para a proteção destas espécies”, avalia Krob, apontando algumas dificuldades que podem ser encontradas. As ações, articuladas pelo Curicaca contam com a colaboração dos órgãos ambientais gaúchos e catarinenses, de universidades dos dois estados, da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), de prefeituras locais, gestores de Unidades de Conservação e entidades não governamentais. Algumas atividades já estão iniciadas e devem ser fortalecidas até dezembro de 2016.


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