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Mediação: o desafio de todos nós

A mediação tem um papel fundamental na ação cultural de criação Saberes e Fazeres da Mata Atlântica. Pesquisadores, técnicos e estudantes universitários acompanharão as visitas das escolas nos locais onde a ação cultural estiver instalada. Durante a visita, o professor é convidado a captar com seu olhar a ação cultural, apropriando-se das informações e vivências e participando com suas experiências, saberes e concepções.

Nos Saberes e Fazeres da Mata Atlântica, a mediação explora as dimensões do afeto, do lúdico, do prazer e do imaginário, não apenas os aspectos cognitivos, informativos e educativos do aprendizado. Precisa ser provocativa, inquieta, reflexiva, buscando processos de produção de sentido, que no coletivo possam desdobrar-se em muitos outros, e , principalmente, deve considerar o saber-fazer dos alunos, levando-os ao encontro de outros saberes-fazeres, igualmente ricos, múltiplos, inacabados.

Por isso mesmo, a ação cultural não se encerra no passeio. Em sala de aula, professor e seus alunos irão desdobrá-la livremente em uma atividade, cujo relato irá enriquecer a ação cultural ao retornar à ela. Os professores poderão divulgar seus trabalhos através do site da ação cultural e do informativo do Curicaca, técnicos do projeto estarão sempre em contato para que esse canal de comunicação se mantenha ativo.

Como pode o professor-mediador fazer com que esses momentos sejam mais produtivos e agradáveis?

 

Estas são quatro capacidades potenciais que você, no desafio de professor-mediador, poderá desenvolver e explorar nos encontros com seus alunos:

Capacidade de ser receptivo. Seja receptivo e estimule no grupo essa capacidade, dando o tempo necessário para as percepções e observações. Estimule o silêncio e aprenda a escutar a natureza chamando a atenção para o que ocorre no ambiente. Não se prenda somente ao sentido da visão que é tão explorado no nosso dia a dia, mas procure estar atento e perceber os lugares com todos os sentidos, o tato, o olfato, a audição, a visão, o paladar, a intuição. Se você estiver sintonizado perceberá muitas coisas interessantes e inesperadas que podem ser aproveitadas na mediação. Aproveite esses momentos como oportunidades de aprendizado e de reflexão com o grupo. Experiências diretas geralmente ficam gravadas na memória dos alunos.

Capacidade de provocar. Estimule a curiosidade, a investigação, a interpretação e a descoberta de significados. Não se preocupe tanto com discursos informativos, em não saber o nome de todas as coisas, mas com os significados que são provocados na relação de cada um com a natureza. Explicações apenas teóricas e racionais não têm tanta ressonância quanto as nossas experiências pessoais com os temas e os lugares, por isso incorpore os seus sentidos pessoais às leituras do ambiente. Suas informações são preciosas, mas não podem ser colocadas como a única leitura da natureza, compartilhe seus pensamentos e sentimentos, valorize os sentimentos e pensamentos dos alunos. Provoque o diálogo, de forma que cada experiência pessoal possa acrescentar novos modos de perceber a realidade. Deixe-os perceberem que suas descobertas são interessantes para todos. Esteja aberto para as leituras do grupo.

Capacidade de se divertir. Aproveite os momentos de prazer, de contato com a natureza e de diversão como únicos. Estimule a ludicidade, a criatividade, a descontração. Planeje as brincadeiras adaptando-as aos temas abordados e coerentes com as diferentes faixas etárias. As pessoas se mostram mais abertas para aprender num clima de alegria e de entusiasmo. Permita-se divertir.

Capacidade de articular. Faça conexões com outras áreas do conhecimento, com o passado, com os saberes dos alunos, seus familiares e outras pessoas da comunidade, valorizando as manifestações da cultura e a transmissão de práticas cotidianas ambientalmente sustentáveis. Aproxime, aproprie e articule as experiências vividas na ação cultural com os temas desenvolvidos em sala de aula, repercutindo-as e dando continuidade aos aprendizados. Estimule a reflexão e a proposição de ações na escola, no bairro, na sala de aula. Vivências com situações concretas e articuladas facilitam a assimilação de conceitos e a mudança de atitudes.




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