Uma ação cultural de criação é um processo coletivo e interativo, aberto para a criação. Nela, o mais importante é envolver as pessoas, ampliando suas oportunidades de diálogo, de reflexão e de construção de sentido para além daquilo que lhes é dado.
Segundo Teixeira Coelho, ela pode partir das mais diversas formas, como de um espetáculo, de uma exposição, de um evento público, pois o termo criação não corresponde à construção física de uma obra, mas a todas as relações das pessoas entre si e com o produto cultural de forma a criar as condições de reflexão e de expressão cultural.
Na ação cultural de criação, diferente de ações culturais convencionais, não existe um fim pré-determinado, previamente estabelecido e controlado, como o consumo de um livro, de uma peça teatral ou de uma idéia, mas um conjunto de possibilidades que permite mais largamente o envolvimento, a apreensão do novo, o entendimento e a satisfação.
Por isso, se diz que a ação cultural de criação existe como uma aposta, por que ela deve trabalhar com o imprevisto, o inesperado que surge no processo com a ação das pessoas que dela participam. Ou seja, tudo aquilo que surge a partir da proposta inicial, pode ser incorporado como parte da ação, deixando o público de ser meramente consumidor para ser agente de transformação.
