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Projeto Como proteger os butiazais do extremo norte da planície costeira do RS?

Resumo: O projeto Microcorredores Ecológicos de Itapeva, realizado pelo Instituto Curicaca em parceria com o Centro de Ecologia da UFRGS e a FEPAM, abrange a porção superior do litoral norte do Rio Grande do Sul. Entre um conjunto de aspectos relacionados à conectividade entre alvos de conservação – UCs e principais remanescentes - em sua área de abrangência, identificou a grave situação de ameaça ao ecossistema butiazal, formações arbustivas nas quais a espécie ameaçada butiá (Butia catarinenses) é um elemento fisionomicamente notável. Alguns esforços esparsos de conservação desse ecossistema vêm sendo feitos mesmo antes desse projeto, o qual foi mais um passo nesse sentido. Em políticas públicas, houve o reconhecimento nacional da importância ecológica da região (PROBIO e RBMA) e são feitas denúncias junto aos órgãos ambientais fiscalizadores sobre cortes indevidos. Em educação ambiental, são realizadas ações de valorização do etnoconhecimento sobre a espécie. Entretanto, os fatores de ameaça avançam muito rapidamente – expansão imobiliária, fumicultura, pecuária, loteamentos e sítios de veraneio - e não há um referencial sólido e orientador para ações integradas, contínuas e eficazes de conservação, nem prioridade do poder público. Um documento técnico que esclareça a real condição do ecossistema na região e planeje a sua conservação deverá promover a proteção/conservação do que ainda resta do ecossistema butiazal no litoral norte do Rio Grande do Sul, o que é o objetivo do projeto aqui proposto. Abrangendo uma área de cerca de 1.260 km2 da planície costeira e 10 municípios, estará (1) avaliando a distribuição e a extensão dos remanescentes, (2) caracterizando os remanescentes quanto à densidade, estrutura etária e fisionomia, (3) identificando os principais fatores de ameaça e as oportunidades para a sua conservação/preservação e, por fim, (4) elaborando um PRÉ-PLANO estratégico de conservação do butiazal. As atividades para o alcance destes objetivos serão realizadas ao longo de 18 meses. Os estudos técnicos de campo, concentrados no primeiro semestre a parte do segundo, prevêem uma avaliação aérea da distribuição - apoiada em mapa já existente e não específico de uso do solo -, uma avaliação direta de 30 remanescentes e o levantamento das ameaças atuais e tendências junto aos atores públicos e sociais atuantes. O planejamento colaborativo para a conservação, concentrados no final do segundo semestre e no terceiro, prevê a elaboração de uma proposta técnica pela equipe e uma oficina de planejamento que buscará o envolvimento, a contribuição e o comprometimento dos principais atores relacionados às oportunidades de conservação do ecossistema ou às ameaças. O PRÉ-PLANO final, a ser concluído no terceiro semestre, contemplará a condição do ecossistema, estratégias e ações para sua conservação, papéis, compromissos e prazos dos atores e uma representação espacial do conjunto. Está previsto para o final do projeto uma apresentação aos principais agentes de gestão ambiental – IBAMA, SEMA, PATRAN, FEPAM, MP, conselhos e sociedade organizada – com um caráter semelhante à audiência pública, cuja intenção é o reconhecimento dos compromissos institucionais e definição dos próximos passos. A realização será feita por técnicos da Curicaca e do Centro de Ecologia da UFRGS, instituições com experiência em conservação da biodiversidade na Mata Atlântica do Rio Grande do Sul e que atuam intensamente na região do projeto. A iniciativa insere-se num numa ampla atuação cooperada para o entorno de Unidades de Conservação da região envolvendo outros parceiros governamentais e da sociedade organizada. Ela complementa e aprofunda ações como o projeto Microcorredores Ecológicos e o projeto Saberes e Fazeres da Mata Atlântica. A participação do Curicaca no sistema de gestão Reserva da Biosfera da Mata Atlântica oportuniza que os resultados obtidos sirvam de subsídio para uma posterior expansão das ações de conservação às áreas complementares de ocorrência da espécie.

Área de abrangência: Planície costeira no litoral norte do Rio Grande do Sul, compreendendo parte das bacias hidrográficas do rio Tramandaí e do rio Mampituba, nos municípios de Torres, Dom Pedro de Alcântara, Arroio do Sal, Três Cachoeiras, Terra de Areia, Capão da Canoa, Xangrilá, Maquiné, Imbé e Osório.

Período de execução: 2009 a 2011 (I)

Parceiros: Centro de Ecologia da UFRGS

Financiador: Fundação O Boticário de Proteção à Natureza

Equipe: Instituto Curicaca - Alexandre Krob (Coorenador), Karyne Maurmann, Julia Rovena Witt, Ana Matte; UFRGS - Andreas Kindel




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