Um abrangente conjunto de estratégias vem sendo implantadas/projetadas para promover a proteção dos remanescentes ao longo do gradiente que se estende da costa marinha até o planalto das araucárias no extremo nordeste do Rio Grande do Sul.
O projeto “Microcorredores Ecológicos de Itapeva”, coordenado pelo Instituto
Neste contexto, os butiazais, formações arbustivas nas quais o butiá (Butia catarinenses) é um elemento fisionomicamente notável, são estratégicos para a manutenção da conectividade das formações costeiras com as mais interiores. Embora com uma distribuição mais ampla, a variedade anã dessa espécie concentra sua ocorrência entre Osório, RS, e Laguna, SC. Constituem uma formação relictual de climas pretéritos mais secos, da transição entre formações da Mata Atlântica e pampeanas, localizada sobre depósitos sedimentares holocênicos e pleistocênicos próximos ao cordão lagunar.
Moradores do entorno do Parque de Itapeva lembram da importância dos butiazais na paisagem regional e atestam seu quase desaparecimento. Hoje são pequenos e esparsos remanescentes localizados em áreas planas, de grande interesse agropecuário e imobiliário, cuja exclusão ocorre por expansão urbana, loteamentos, sítios de lazer e fumicultura, enquanto a pecuária impede sua regeneração. Pouco se sabe sobre o impacto do extrativismo das folhas. A fiscalização dos órgãos ambientais funciona apenas sob denúncia, o que fragiliza a sua proteção.
Um insignificante remanescente de
Por outro lado, a região onde se concentram os butiazais foi reconhecida como área de extrema prioridade para conservação pelo PROBIO (MMA, 2006) e incluída como zona núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CERBMA, 2008).
O projeto Saberes e Fazeres da Mata Atlântica (BOHRER, 2007) identificou cerca de 20 famílias portadoras de etnoconhecimento sobre a espécie e está fazendo gestão junto à SEMA-RS para intensificar os esforços