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General Lima e Silva


Com início da Rua Cel. Genuíno e término na Av. Ipiranga, a Rua Gal. Lima e Silva, antiga Rua Olaria é uma das ruas mais longas e importantes do bairro. Em 1813 comentava-se sobre a nova rua da Olaria (Lima e Silva), onde na época localizava-se a fábrica de tijolos e telhas de João José de Oliveira Guimarães, o Joãozinho da Olaria. Sua chácara tinha frente para antiga Rua da Várzea, hoje a Av. João Pessoa, tendo 176m de frente e fundos (80 braços) até a Rua Nova de Olaria.

O barro da região era apropriado para a fabricação de telhas e tijolos, no entanto em 11 de julho de 1863 a Câmara Municipal mandou aterrar um atoleiro em frente a Olaria do Joãozinho.

No período de l825 a l844 a Câmara Municipal tentou que a ladeira da Rua da Bragança (Mal. Floriano) se unisse a início da Rua da Olaria, mas os moradores da Rua de Bragança não permitiram e a junção nunca se efetuou.

Em 1845, a situação do local era tão séria que o Vereador Lopo Gonçalves, em 2l de julho, requereu o seguinte: “Achando-se a Rua da Olaria intransitável por causa das águas que a ela acodem do lado da Várzea, acontecendo o mesmo com as quatro travessas – a do 8º Batalhão, a do Firme, a do Israel Paiva e a última que é saída da Rua da Olaria – está em tão péssimo estado que basta chover duas horas, para que nela não se possa passar nem a pé, nem a cavalo...”

Estas transversais seriam, hoje, a Av. André da Rocha, Rua Avaí, Rua Sarmento Leite e Rua Otávio Correa.

Em 06 de junho de 1870 a Câmara Municipal mudou o  nome da Rua da Olaria para Rua Gal. Lima e Silva. Esta nova denominação foi uma homenagem ao Gal. Luiz Manoel de Lima e Silva – morador da Rua da Olaria – Comandante Geral da Guarda Nacional do Município e, membro da Câmara Municipal. Em 06 de junho de 1870, o 39º Batalhão de Voluntários da Pátria voltaram da guerra do Paraguai e devolveram a Bandeira ao povo de Porto Alegre. Nesta mesma ocasião, a Rua Voluntários da Pátria ganhou seu atual nome, então chamada, Caminho Novo.

O prolongamento da Rua Gal. Lima e Silva até a Rua Imperatriz (Rua Venâncio Aires)demorou muito devido a terrenos pertencentes a filhos menores de Fernando Ribeiro, oficializou-se em l879, mas o término do atoleiro existente (Potreiro da Várzea) só foi concluído em l3 de agosto de l883.

Em 7 de agosto de 1884 o jornal A Federação noticiou que todos os escravos da rua estavam emancipados e, foi ali colocada a placa: “Na Rua Lima e Silva todos são livres.”

Em 11 de setembro de 1910 efetuou-se o prolongamento até a Rua Sebastião Leão e, bem mais tarde, até a atual Avenida Ipiranga.

Em 04 de fevereiro de 1944, na administração do Dr. Antônio Brochado da Rocha, foi aprovado seu alargamento em toda a extensão, quatro metros de cada lado da rua, com recuo progressivo nas construções.

                         Alzira Dornelles Bán


 



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