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História do Carnaval de Porto Alegre


O carnaval de Porto Alegre teve origem no século XVIII com o Entrudo, brincadeira trazida pelos açorianos, na qual as pessoas atiravam umas nas outras limões (uma bola de cera do tamanho de um limão, cheia de perfume), e havia casos em que se atiravam ovos e farinha nas "vítimas".

No século XIX, o Entrudo deu lugar às Sociedades carnavalescas. A Esmeralda (verde e branco) e os Venezianos (vermelho e branco) mudaram e dominaram o carnaval nessa época, em torno de larga rivalidade entre ambas.
 
Houve um tempo de grandes bailes no Teatro São Pedro. Quem não frequentava os salões partia para a Cidade Baixa, Menino Deus, Azenha ou Bairro Santana, onde a diversão era garantida. As variadas fantasias só dependiam da imaginação dos foliões. Os homens adoravam se vestir de mulher, sendo ajudados pelas esposas, mães ou irmãs.
 
Blocos, ranchos, cordões de sociedade e tribos carnavalescas foram as primeiras grandes atrações de nossos desfiles, até que surgisse, por volta de 1960, as primeiras Escolas de Samba. Os primeiros desfiles oficiais foram realizados na Av. Borges de Medeiros, e anos depois, na Av. Loureiro da Silva, a Perimetral. Ali permaneceram os desfiles até 2004, quando o sambódromo no Complexo Cultural Porto Seco foi inaugurado. Uma obra destinada para ter a maior e mais moderna pista de desfiles do país, investimento do poder público municipal para o Carnaval da grande Porto Alegre.

Foi em outros carnavais...

O corso, desfile de carros alegóricos pelas ruas de Porto Alegre, marcava uma festa vivenciada pela camada mais abastada da população.

A muamba é uma atração portolegrense, exclusiva dos gaúchos. Esse evento era realizado bem antes do carnaval, pois era uma maneira de arrecadar dinheiro para as festas e fantasias. Ocorria em diversos pontos da cidade, geralmente o pavilhão da escola era carregado aberto e as pessoas jogavam moedas ali.

O primeiro Carnaval de Porto Alegre depois da Segunda Guerra Mundial festejou mais do que o fim do conflito. A folia de 1946, conhecida por Carnaval da Vitória, marcou também a estréia das tribos carnavalescas nas ruas da cidade. Até então, os blocos dominavam a cena do Carnaval.

A pioneira foi a Tribo Caetés Sociedade Recreativa e Beneficente, fundada em 19 de abril de 45, resultado da idéia de dois amigos, Hemérito Barros e Rubens Silva, que também era o compositor e letrista das marchinhas cantadas pelos 22 rapazes que circulavam pelos coretos da cidade nos dias desfile, alegrando e arrebanhando os populares contagiados com a folia. Os Caetés saíam da Avenida Getúlio Vargas, passavam pelos coretos da Cidade Baixa, chegavam ao Centro, desfilavam na Avenida Borges de Medeiros, de onde iniciavam o caminho de volta, passando por Andradas e Santana, até o Menino Deus. Em cada local, cantavam, faziam coreografias e apresentavam ao público suas alegorias e adereços de mão relacionados às marchas.

Por seis anos consecutivos Os Caetés foram campeões do Carnaval e viram nascer outras tribos carnavalescas, que chegaram a seis nos anos 50. Hoje, são apenas duas. Os Guaianazes e Os Comanches mantêm as tradições e participam dos Desfiles do Complexo do Porto Seco nas noites em que pisam a avenida as escolas do grupo especial.

As bandas eram comuns na época e alegravam muito o povo nas ruas. Nomes como: Por Causa de Quê, Filhos da Candinha, Comigo Ninguém Pode foram desaparecendo, levando com elas uma animação que deixou muita saudade. Algumas viraram escolas de samba.


 




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